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DIVAGAÇÕES
O AMOR NA ERA DA HIPERVELOCIDADE 
A foto acima eu presenciei ao vivo e em cores (embora a foto esteja em PB) há cerca de dois meses. Passei por esse lugar que fica exatamente no último quarteirão da Avenida Paulista, depois da rua da Consolação, de cara para o finalzinho da Avenida Angélica, em São Paulo, claro. Na hora que vi essa frase pichada achei sensacional. Afinal, no corre corre de São Paulo, quem é que se importa com o amor? Lamentei não ter uma câmera digital ali comigo e passei reto. Hoje, um amigo que mora em outra cidade me mostrou essa foto, o que eu achei ainda mais sensacional. A forma como a internet nos permite compartilhar tudo com todos em questão de segundos é sensacional. Sim, eu sei que não há motivos para surpresa. Mas eu estou surpresa. Oras bolas, essa cena fica a poucos quarteirões de casa e foi vista por milhões de internautas. A vida que acontece na minha esquina agora é global. O que era irrelevante ou importante apenas para um grupo limitado de pessoas, agora é universal, indispensável, como o amor. Será que o amor, em plena era da hipervelocidade, vai vingar? Não sei, mas agora percebo que uma manifestação (artística ou não) pode dar um stop na vida agitada e fazer a população parar para refletir. Quem sabe assim o amor passe a acontecer com mais frequência.
Escrito por Françoise Terzian às 23h01
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