Audrey Hepburn que me perdoe, mas a atriz inglesa Julia Ormond está impecável e emocionante no filme Sabrina, um remake de Sydney Pollack de 1997. O original teve Hepburn no papel principal de Sabrina, mas ela simplesmente não emociona. Muitos críticos me matariam por dizer isso, já que eles são unânimes em dizer que "o mais antigo é muito melhor". Para eles, claro. Riso.
O que importa é que Sabrina é um conto de fadas em 35 milímetros. Imagine a filha de um chofer que cresce apaixonada pelo filho bonitão e triliardário do patrão. Tão visível quanto uma natureza morta, Sabrina é enviada a Paris - após seu pai conseguir uns favores - para esquecer o inesquecível e simplesmente crescer. Deixa Rhode Island menina, cheia de sonhos e com um cabelo pedindo desesperadamente por um corte. Volta de Paris mais confiante, crescida e com um corte lindo e fashion. Ou seja, completamente transformada. De fora para dentro e de dentro para fora. Quer dizer, isso até ver seu amado Linus. Mas a vida é cheia de surpresas... e eis que Sabrina percebe que o homem da sua vida não é Linus...
Eu gosto tanto deste filme que comprei o CD e o DVD. Agora, a parte boa: dá para assistir o filme INTEIRO pelo YouTube, dividido em 10 ou 11 partes de 10 minutos cada. Portanto, se você ainda não assistiu, faça o favor de se encostar aí no sofá e dar o play agora. Pegue uns lencinhos, caso você esteja num dia sensível. O bom é que o filme também tem seus momentos divertidos. É um longa para experimentar diferentes sentimentos e resgatar aquela crença pueril e quase esquecida de que "contos de fada" podem, quem sabe um dia, acontecer. Pelo menos na ficção.
Abaixo, a parte 1. O YouTube te guiará para as partes seguintes. Bom filme!
São raros, raríssimos, os filmes que me despertam a vontade de assisti-los novamente. Anjos e Demônios, longa baseado no livro homônio do espetacular Dan Brown, está entre as exceções. Acabo de voltar do cinema maravilhada com o que vi. O filme é maravilhoso: a história é fantástica - mais uma vez Dan Brown demonstrou ter uma mente genial -, o roteiro bem costurado, o cenário perfeito, o figurino maravilhoso, a música emocionante e o final surpreendente. Como é bom assistir a um casamento de talentos em prol de uma obra maior. Não consigo compreender como alguém pôde criticar esse filme. Li em um jornal que o longa era chato e lento. É uma blasfêmia!
Minha curiosidade: a obra toda é ambientada em Roma, com foco maior na cidade do Vaticano. Como terá sido a gravação, uma vez que a Igreja condenou O Código da Vinci? Por mais que existam cidades cenográficas, reproduzir o Vaticano, sua biblioteca, uma dezena de igrejas de Roma, entre outros detalhes do gênero, não deve ser tão fácil, rápido e barato quanto filmar in loco. Em tempo: acabo de ver nesta matéria (http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1115831-7086,00-NOVO+FILME+DE+TOM+HANKS+ANJOS+E+DEMONIOS+DESAFIA+O+VATICANO.html) que as filmagens no Vaticano e nas igrejas de Roma foram proibidos. Até mesmo nas ruas da capital italiana a liberação foi limitada. Realmente, o diretor Ron Howard conseguiu fazer milagre!
Tom Hanks, o professor de simbologia Robert Langdon, está melhor do que nunca. E mais bonito também. A minha única crítica, não exatamente ao filme, mas ao autor da obra, é a forma como ele coloca os americanos como os "salvadores do mundo". Claro que Langdon é um professor de Harvard, mas a obra toda insiste que ele entende mais da história da Igreja e do Vaticano que os próprios italianos. E uma hora ainda vem dar lição de moral nos italianos ao dizer: "nossa, vocês não conhecem sua história?". Como se os americanos entendessem muito da história italiana ou da história mundial. E se conhecem muito a história da América é pq passaram um bom tempo virando as costas para o resto do mundo.
O filme trata do histórico conflito entre a ciência e a religião, em particular entre a seita secreta Iluminati e a Igreja Católica. A trama envolve o sequestro de quatro cardeais prediletos a virar Papa e uma alta tecnologia capaz de colocar o Vaticano pelos ares. O filme é imperdível!