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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura

 

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Blog da Fran - A vida pelos meus olhos



FILOSOFIA

Há coisas que nunca mudam...

O filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) dizia, no século 19, verdades que podem ser perfeitamente aplicadas aos dias de hoje...

"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."

Tem ou não tem a ver com o século 21?



Escrito por Françoise Terzian ?s 01h26
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RIO DE JANEIRO

CLUB MED: O MELHOR "OCIÓDROMO" DO MUNDO

Combine um lugar lindo de morrer, uma série de atividades irreverentes para uma pessoa totalmente urbana (esqui aquático, caiaque, arco e flecha), buffets fenomenais, o contato direto com a fauna e a flora e todo tempo livre - nem se for por um final de semana - para praticar o ócio. Curtiu? Bem-vindo ao Club Med, o maior e melhor "ociódromo" do mundo. Tive um final de semana para fazer uma das coisas mais gostosas do mundo: N-A-D-A. Ou melhor: T-U-D-O. Pratiquei arco e flecha, caminhei por uma praia particular, dei banana para cinco macaquinhos (todos pegaram os pedaços da fruta direto da minha mão), dancei quadrilha na festa junina, entre outras atividades impossíveis de se fazer em São Paulo. O endereço da diversão foi o Club Med Rio das Pedras, localizado em Mangaratiba (RJ), a cerca de duas horas da capital. O village tem uma área de 33 hectares de Mata Atlântica, entre o mar e a montanha, no coração da Costa Verde do Rio. 

O Club Med é o primeiro resort do mundo. Ele nasceu em 1950 como um clube de férias formado por amigos. Seis anos depois, inaugurou o primeiro village na Suíça. A idéia era criar um lugar onde as pessoas pudessem desfrutar de todo o conforto, fazer amizades e aprender esportes. O primeiro Club Med do Brasil foi aberto em 1979, na Ilha de Itaparica, na Bahia. Além disso tudo, o Med é famoso por seus GOs (Gentis Organizadores) - jovens simpáticos e especializados em algum tipo de esporte. Eles acompanham os GMs (gentis membros, ou seja, os hóspedes) durante a jornada de ócio. Eu recomendo a experiência. É a terceira vez que vou ao Club Med em 10 anos e não vejo a hora de retornar. Há cerca de 80 ao redor do mundo. Alguns devem ser fenomenais, como o de Bora Bora (Polinésia) ou o da estação de esqui francesa Serre-Chavelier. Bom, sonhar é possível...

Club Med Rio das Pedras, situado em Mangaratiba (RJ), a duas horas da capital

O sol é um convidado frequente do village

Em contato com a fauna e a flora

Adoro esta ponte que cruza o lago...

Fui dar banana para um macaquinho e outros quatro apareceram. Eles pegaram a fruta da minha mão. Uma gracinha...

A piscina dispensa apresentações

A praia particular do resort

 

A água brilha!!! Esse cenário é sensacional. Imagine vê-lo ao vivo e em cores

Caiaque é uma das atividades oferecidas pelo Med

Arco e flecha é outra

E vamos que vamos experimentar. É difícil manter o controle do braço quando se foca na mira. Ele balança naturalmente. Nesta foto, o braço de trás está na posição errada. Ele precisa ficar elevado...

Agora, com o braço na posição correta, a flecha chegou razoavelmente perto do alvo

Que tal experimentar esqui aquático?

Acessório obrigatório!

Muita gente conseguiu, outras não e eu acabei não tentando. Agora deu vontade...

Tanto mar.... e o peixe entrou para o cardápio do jantar!

Vai um sushi aí? Nham nham.

Ou prefere escolher entre uma infinidade de pães franceses? Este é o José, o mestre dos pães que faz um de chocolate branco de comer ajoelhada. Ele é português, mas cresceu na França e criou a receita do pão com chocolate branco, que é servido quentinho e exclusivo do Club Med. Nem em Paris você encontra este pão!   

O sensacional pão de chocolate branco. Ele é tão disputado que acaba rapidinho...

Quer pizza? O simpático pizzaiolo faz uma pra você!

Festa de 20 anos do Club Med Rio das Pedras, com direito a show, champagne, bolo e fogos de artifício.

O bolo é pequenino, como se pode ver...

Arraiá no sábado à noite. O pessoal do Med contratou esse grupo do Rio que dança uma quadrilha sensacional. Eles são muito talentosos e divertidos - e chamam o público para dançar...

Eu e a Aline, uma jornalista carioca que conheci no Club Med.

É "nóis" no arraiá

E na volta para SP, o Cristo Redentor visto do alto da decolagem para nos abençoar.



Escrito por Françoise Terzian ?s 20h46
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CONTO

Por culpa do brilhante Lelec, um adorável mineiro-parisiense (http://aterceiramargemdosena.blogspot.com/) que foi abençoado pelo dom da escrita, resolvi exercitar meu lado romancista-amadora no conto abaixo...  

 

A latinha de balas de anis Flavigny

 

 

Foi em busca de um sopro de vida que Sandrine de Fleur cruzou, numa tarde chuvosa e triste de Paris, os portões do Cemitério do Père-Lachaise. Enquanto a maioria dos transeuntes só enxergava a morte do lado dentro, a jovem de choro compulsivo e dor no coração via no cenário repleto de arte tumular a esperança de, um dia, encontrar o sentido da vida. Saudável por fora, mas moribunda por dentro, Sandrine iniciava ali um dos rituais mais dolorosos de sua jovem história. Ela estava psicologicamente pronta para enterrar o seu pequeno grande tesouro - uma latinha de balas de anis de L'Abbaye de Flavigny. Dentro do objeto que ainda emanava o cheiro do anis repousava a foto 3x4 e a aliança com o nome do homem que, um dia, a fez acreditar que o amor também era para ela.

 

Pelos bosques do cemitério, ela caminhou com o rosto molhado. Seu choro descontrolado se confundia com a água da chuva e seus soluços misturavam-se aos trovões. Ela não se importava com os outros. O fato de estar em um cemitério a beneficiava. Afinal, quem estranharia uma moça chorando em plena mansão dos mortos? Depois de muito procurar, Sandrine retornou à mesma rua e quadra que havia pisado anos antes – o túmulo da mãe de um escritor famoso, outrora usado por ele para pedir sua amada em casamento. Tudo sob a tutela da alma materna. Foi lá também que, dois anos antes, o antigo amado de Sandrine fez o pedido de casamento que nunca se consumaria.

 

A falta de amor e de coragem do homem estraçalharam com os sonhos de Sandrine. À beira da morta psicológica, emocional e também física, ela só tinha uma atitude a tomar: enterrar o passado, seus sentimentos, suas memórias, o resquício do amor longínquo. Em um breve e silencioso ritual, ela repousou a latinha de balas Flavigny em cima do túmulo. Ao passo que seu olhar se desviou do casal desenhado na tampa da latinha, Sandrine virou-se em direção à saída do cemitério. Foi embora de luto pelo falecido ainda vivo.



Escrito por Françoise Terzian ?s 02h20
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SUL DO BRASIL

CURITIBA: 2 graus negativos!


Entrei literalmente numa fria! Desembarquei em Curitiba, capital do Paraná, na noite de segunda-feira, justamente no momento em que a temperatura virou (para baixo). Isso é que eu chamo de sorte! Eram 20 horas e o piloto já anunciava um "Xiii. Curitiba registra agradáveis quatro graus Celsius". Isso não foi nada frente aos dois graus negativos experimentados na manhã de terça-feira. A sensação térmica não é das melhores na cidade com o plano urbanístico mais elogiado do país. Fazia tempo que eu não batia os dentes desta forma. O quarto do hotel parecia uma geladeira. O táxi, então, era um freezer. Isso que dá inventar de ir jantar para lá das 21h em Santa Felicidade, o famosíssimo bairro gastronômico de Curitiba. Situado a uns 30 minutos do hotel, tive uma outra sorte - peguei um taxista carioca provavelmente com febre alta, pois o rapaz pensou que vivia um momento de Rio 40 graus! Tive que sugerir que ele fechasse os vidros da frente e ligasse o ar-quente. O segundo pedido "ficou para uma outra vez", já que o veículo não estava lá essas coisas. 


Hoje, felizmente, o frio deu uma pequena trégua. No retorno a São Paulo, levarei comigo a pele super ressecada de recordação. O pior é que, com esse tempo, nem os lindos parques conseguirei ver. Curitiba deve ser linda no verão...



Famiglia Fadanelli, restaurante italiano de Santa Felicidade



O restaurante por dentro. Finalmente, um lugar quentinho...



Bons antepastos a R$ 55,00 o quilo (uma facada!).



Agnolotti Funghi Secchi: massa verde com recheio de ricota e molho de cogumelos secos chilenos (R$ 23,75). Nota seis para o prato. A quantidade de molho foi exagerada e só a ricota como recheio não deu sabor ao prato. Faltou uva-passa e nozes. O molho também pecou pela ausência de um sabor mais marcante.



Araucárias: minha árvore predileta, até então apreciada somente em Campos do Jordão.



Se não tivesse essa araucária e uma temperatura de 3 graus seria quase um calçadão de Copacabana (RJ). Repare no asfalto.


 


Aqui os táxis são orange...



... a área de embarque nos ônibus também faz papel de obra modernista...



 ... e a cidade tem "mão inglesa". É a primeira vez que eu vejo essa placa - e também uma rua com esse sentido - na vida!



Repare na "doce" recepção da matriz brasileira da Kraft Foods, em Curitiba.



Este é o shopping Estação, construído dentro da antiga estação de trens de Curitiba. Toda área externa e alguns pontos da interna foram mantidos. O lugar abriga ainda o Museu Ferroviário e o Museu da Farmácia. Ambos são gratuitos e interessantes para se conhecer.



Maquete da área externa do shopping, com a preservação da antiga estação de trens. Lembra um pouco a Estação da Luz, de São Paulo. 





Esses bonecos reproduzindo os passageiros do passado não são um barato?



Este é o Museu da Farmácia, patrocinado pelo O Boticário - certamente a empresa paranaense mais famosa.



Repare nos arcos: eles são de água! Passei debaixo e não me molhei. Riso. Alguém sabe qual é o truque?



Os coelhinhos de grama do shopping Estação. Lindinhos!



Escrito por Françoise Terzian ?s 00h26
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VELHO MUNDO

BAVÁRIA: PAIXÃO À PRIMEIRA VISTA


É impossível não se apaixonar pelo planeta Terra. Da adolescência até os meus 22, 23 anos, a capital do meu mundo era Nova York. Seu incansável vigor, suas noites non-stop, seus dias de intenso consumo e as pequenas magias da Big Apple. Logo depois, conheci Paris. Ela já me atraia antes mesmo de visitá-la. Culpa da arte, do lindo idioma, dos sedutores perfumes e de um longa-metragem. A sétima arte cega! Ela nos tira da realidade e nos joga nas estrelas. Bastou eu desembarcar numa noite de sábado em pleno burburinho do Quartier Latin para saber que Paris seria minha cara-metade para o resto da vida. Enfim, o mundo dos meus sonhos transitava entre Nova York e Paris até 4 de maio. Esse foi o dia em que eu pisei na Bavária, no sudoeste da Alemanha. Um lugar que eu nem imaginava conhecer e que me encantou imediatamente. A região é linda de morrer. É a melhor tradução para o conceito de primeiríssimo mundo. Trata-se de um lugar cheio de perfeições, embora quem more na Alemanha aponte algumas de suas imperfeições. A vivacidade das tulipas, a beleza da arquitetura, o gosto de seus doces, a limpeza de suas ruas, o avanço de sua tecnologia, a história impregnada em cada esquina. Conheci Munique (a Paris germânica), Augsburg (graciosa cidade renascentista que hospeda a matriz da BMW) e a charmosa e inesquecível Ingolstadt (terra onde se situa a matriz da Audi).


Ah, Ingolstadt. Ela me conquistou. Pequenina, graciosa, linda! O que tem de bom lá? O Rio Danúbio, uma igreja antiquíssima com um altar composto por 92 pinturas religiosas espetaculares (o altar foi escondido durante a Segunda Guerra Mundial), milhares de tulipas, um suco de maçã que vicia, máquinas cobiçadas (o quartel-general da Audi, BMW e Mercedes-Benz fica na Bavária), gente bonita e cenários de filme. Cada ruela, beco, casa e arquitetura. Dá vontade de arrumar as malas e se mudar imediatamente para lá. Pena não falar alemão. Aquele idioma é "grego" para os meus ouvidos.


Abaixo, algumas fotos que deixam saudades:



Esta construção me deixou boquiaberta. Não parece aquelas obras feitas em 3D?



Pelas ruas de Munique...



Tulipas: minhas flores preferidas.



No hotel da charmosa Ingolstadt! A cidadezinha alemã dos meus sonhos...



O hotel é administrado por uma família. A chefe é uma mulher apoiada por suas filhas. Todas trabalhavam de forma incansável, de sol a sol.



Pelas estradas da Bavária. Cada cenário lindo...



No requintado restaurante da Audi, em Ingolstadt, que é aberto ao público e serve um vinho nacional muito bom.


Para quem pensa que crème brûlée é coisa só de francês... O chef alemão preparou um excelente!



Museu da Audi em Ingolstadt. O passado sobre quatro rodas...



... acelera rumo ao futuro. Um deles do filme Eu, Robô



Pelas ruas de Augsburg. Repare na arquitetura!



Esses doces de uma confeitaria de Augsburg me deixaram louca! Quando eu era criança, comia uns exatamente deste formato, com esta casquinha e o mesmo pão-de-ló. Uma confeitaria de SP fabricava uns iguaizinhos, mas depois ela fechou e eu não experimentava a delícia há exatos 23 anos. Claro que a confeitaria daqui se baseava no doce de lá. No entanto, nem mesmo na Alemanha é fácil encontrá-lo. Assim que o vi, comi logo dois. Riso.



Os bichos de pelúcia da Alemanha também gostam de apreciar a paisagem... hehehe



Isn't it beautiful?



Eu apreciando os detalhes arquitetônicos...



No restaurante de Ingolstadt com uma das garçonetes em seu uniforme alemão!



Adivinhe qual é o suco de maçã e qual é a cerveja. Eu só bebo suco e o meu é o da esquerda. Repare que ele não tem colarinho.



Na sede da BMW, brincando de escolher um carrinho para comprar...



Última noite na linda Ingolstadt. Saudades!



Cinco e pouco da matina. Hora da partida, infelizmente!



Escrito por Françoise Terzian ?s 00h29
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MULHER NO VOLANTE

ESTA É A REGIANE, MOTORISTA DE ÔNIBUS NA CAÓTICA SP

Subo no ônibus no horário de rush quando me deparo com uma visão surpreendente: o assento do motorista é ocupado por uma mulher loira, vaidosa e simpática. É ela quem dirige o veículo da linha Horto Florestal. O meu lado repórter fala mais alto que o lado passageiro e lá vou eu com o bloquinho apurar informações para o meu blog. Felizmente, eu estava com a câmera digital naquela noite. Na velocidade do típico congestionamento paulistano - 1 km/h e olhe lá -, descubro que a motorista se chama Regiane, tem 41 anos, é paulistana, mãe de uma moça de 17 anos (sim, isso mesmo!) e divorciada - não solteira. Ela namora um caminhoneiro, ex-colega de profissão. Há um mês como motorista de ônibus, Regiane trabalhou anteriormente como caminhoneira de uma transportadora da capital. Foram, ao todo, quatro anos! Pergunto umas oito vezes se dirigir caminhão e ônibus não é pesado, difícil, cansativo, e ela afirma consecutivamente que não. Deixou o último emprego para ganhar mais. Antes de entrar para o ramo ela atuava como secretária. Trabalhava o dia todo trancafiada numa salinha na frente do computador - alguém aqui já viu este filme?. Aquela vida na gaiola era insuportável para Regiane, que adora lidar com o público e ver a cidade se movimentar. Sorridente do começo ao fim do trajeto, a motorista comprovou que é possível manter a vaidade até mesmo no congestionamento. Vaidosa, já fez abdominoplastia. O próximo passo é economizar dinheiro e encarar uma lipoaspiração em 2009. Ela faz questão de passar desodorizador de odores no ônibus, vestir luvas brancas para não sujar as mãos e carregar sempre uma garrafinha de água - igual fazem as modelos.

Quem aqui se candidata a andar no ônibus da Regiane?

Eu asseguro: ela dirige de forma bastante responsável, sem dar aquelas aceleradas e freadas típicas de motoristas apressadinhos. Dos sete mil motoristas da companhia para a qual ela trabalha, apenas 30 são mulheres!



Escrito por Françoise Terzian ?s 01h03
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SEX AND THE CITY II

AUTORA DO BLOG EM MATÉRIA DO IG

Personagens de "Sex and the City" inspiram vidas de paulistanas

A matéria está interessante do começo ao fim e traça um breve paralelo entre o seriado e a vida real. Mulheres, vale a pena conferir!

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2008/06/07/personagens_de_sex_and_the_city_inspiram_vidas_de_paulistanas_1345215.html

 



Escrito por Françoise Terzian ?s 15h04
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CINEMA

SEX AND THE CITY

Filme amadurece e fica mais realista. Igual às personagens

O filme é bom, mas a série é melhor. É mais bem elaborada, costurada, engraçada e também mágica. O roteiro do longa pesa para o drama e arranca os sonhos das mais iludidas. A reviravolta do final eu acho que também não convence. Do realismo pesado e sem saída ao amor leve e poético. Assim é o filme que investe em grifes, grifes e mais grifes, fala um pouco de solidão, muito de sexo (mesmo quando ele anda ausente) e valoriza a moda acima de tudo. Vale a pena assistir, mas não espere rever a série da TV nas telonas do cinema.

Samantha: sem dúvida a mais divertida e pecaminosa do quarteto nova-iorquino

Champagne na pré-estréia: para domar a ansiedade antes do início do filme

Demonstração do adocicado perfume lançado recentemente pela protagonista Sarah Jessica Parker

Cinemark do Shopping Cidade Jardim: novinho em folha

Fãs do seriado na pré-estréia do filme. Mr. Big ao fundo.

 



Escrito por Françoise Terzian ?s 03h33
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DRINK GLAMOUROSO

COSMOPOLITAN, a bebida das mulheres cosmopolitas

No clima de pré-estréia do longa de Sex and The City, pare tudo e vá bebericar o drink da cor da sedução

Eu acho que o segredo está no suco de cranberry. Outras pessoas acreditam que um bom Cosmopolitan depende da qualidade da vodka. It doesn't matter. Um autêntico Cosmopolitan leva vodka, Cointreau, suco de cranberry, limão fresco espremido segundos antes de a bebida ser servida e uma linda taça de cocktail. Pronto! Esta é a bebida predileta das personagens de Sex and The City, filme da aclamada série que estréia nesta sexta-feira no país.

Na noite de hoje, a jornalista Teté Ribeiro relançou o guia A Nova York de Sex and The City (editora Arx, R$ 29,90), que indica os endereços de lugares badalados da série. O lançamento foi no restaurante Spot, na capital paulista, regado a muitos Cosmopolitans. A bebida é mesmo muito glamourosa, além de deliciosa. Como diria a Carrie, em um dos episódios de Sex and The City, ao parar em um drivre-thru: "um cheeseburger, uma porção grande de batatas fritas e um Cosmopolitan, por favor".

Vodka francesa Ciroc

Linha de produção do Cosmopolitan para atender a fila crescente...

Fui garantir o meu, of course!



Escrito por Françoise Terzian ?s 00h32
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SAMPA

O SABOR AGRIDOCE DO THAI GARDENS

Restaurante tailandês originário de Madrid gera dúvida no paulistano. Que prato eu experimento agora? Frango com leite de coco ou tofu empanado com abacaxi? 

Nunca experimentou comida tailandesa? Pois deveria. Seus pratos são aparentemente simples, mas extremamente saborosos. Na mesa colorida, o bacana é se servir um pouco de cada iguaria. A cada garfada uma surpresa. Ora o gosto é salgado, ora ele é doce, mas no final tudo é bom. Quem vive ou está de passagem por São Paulo precisa conhecer o Thai Gardens, restaurante tailandês aberto há dois anos, nos moldes dos já conhecidos restaurantes de Madrid, onde está há 10 anos, Barcelona, Cidade do México e Casablanca. A cozinha de São Paulo é comandada por seis chefs tailandeses. A cada dia eles renovam o cardápio do buffet (R$ 32,00 por pessoa de segunda a sexta-feira) e também prepararam os 60 (isso mesmo!) pratos à la carte.

 

A base da cozinha tailandesa é o frango, o porco, a carne de vaca e o camarão. Todos são frequentemente acompanhados por arroz, verduras e frutas - o abacaxi é presença constante. Os pratos levam muitas ervas aromáticas e especiarias como gengibre, coentro, pimentas variadas, menta e curry verde, vermelho e amarelo, o que dá um irresistível sabor a cada iguaria. O dono do restaurante de São Paulo costuma definir a culinária tailandesa como "uma sinfonia de sabores". Ele está certíssimo.

 

A arquitetura e a decoração da casa surpreendem logo na entrada e encantam a cada detalhe. Das estátuas espalhadas pelo salão às portas trabalhadas do banheiro, tudo veio da Tailândia. Veja mais nas fotos abaixo:

 

Thai Gardens

Avenida Nove de Julho, 5871 - Itaim Bibi – São Paulo – SP

11-3073-1507

Entradinhas no buffet...

Eu odiava tofu até experimentar este aqui empanado, com legumes e abacaxi... Bem agridoce.

Sobremesas. O verde é um docinho à base de sagu. Eu também detestava sagu, até comer este daqui.

Para encerrar, chá de jasmim.

 

A linda porta do banheiro feminino, vinda diretamente da Tailândia.



Escrito por Françoise Terzian ?s 23h08
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SAMPA

Já foi na Braverie?

Trata-se de um café-restaurante modernoso de SP

Toda vez que passo pela Rua Joaquim Antunes, na capital paulista, um café à esquerda chama minha atenção. Ele é bonitinho por fora e aparentemente interessante por dentro. Hoje, finalmente, conheci a Braverie. O lugar é uma graça. Isso envolve a arquitetura, a decoração e o clima aconchegante. De uns tempos para cá, explicou o garçom, o lugar deixou de ser um mero café para se tornar um misto de café-restaurante.

Não vou elogiar ou criticar o cardápio, já que só comi fondue. Recomendo o local pelo visual e pelo clima agradável. A área externa com quatro mesinhas é muito simpática. Certamente, deve ser uma delícia sentar lá sem pressa e experimentar o café com avelãs - vi no cardápio e me pareceu interessante.

Braverie - Rua Joaquim Antunes, 48, Jardim América, SP - SP, 11-3082-6644.

A entrada da Braverie

Um dos ambientes da casa

Simpatizei com esta área externa

Arte nas paredes

Nham nham, hora do fondue de chocolate!

Uhmmm. O morango e o damasco ficam fantásticos com este chocolate quente!

Pocket show da cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro. Ela tem 25 anos de carreira, vive entre São Paulo e Lisboa, já gravou com os mais famosos cantores brasileiros e tem um CD chamado Desconstrução, em dueto com Chico Buarque. Seu sonzinho é bacana, sua voz sedutora e suas invenções interessantes. Eugénia apresentou uma música cujo estilo batizou de fado-bossa. Ela explicou que a métrica do fado, da bossa e do samba são exatamente iguais. O resultado é gostoso.

Eugénia é só sorrisos no final da apresentação.



Escrito por Françoise Terzian ?s 01h35
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VELHO MUNDO III

RIO DOURO: a grande estrela da cidade do Porto

Eu nunca havia pisado em Portugal. As boas-vindas ao aterrissar na cidade do Porto não foram das melhores. De cara, o taxista português mal-humorado foi logo avisando: tem muitas malas aí. não vão caber todas no meu porta-malas. Eu olhava para o porta-malas e pensava comigo "Cristo, como pode trabalhar no aeroporto e ter um porta-malas tão pequeno!". Virei para o taxista e disse: "meu senhor, obrigada, mas acho melhor esperarmos outro táxi, pois realmente vai ser difícil caber tudo no seu carro." A resposta veio atravessada: "não é o meu táxi que é pequeno. vocês é que trouxeram malas demais. Deveriam ter deixado essas malas no seu país."

Foi com esta calorosa recepção que iniciei minha estadia na segunda maior cidade dos nossos colonizadores. Esta foi apenas a primeira grosseria que ouvi em meus quatro dias de Porto. Para não ser injusta, é preciso dizer que Porto é uma cidade simpática, bonita numa vista panorâmica (porque no detalhe a maior parte de suas construções encontra-se em ruínas) e cheia de vielas e becos para se descobrir em uma tarde descompromissada de horário e rumo.

A cidade tem muita fé incrustada em sua história. Uma infinidade de igrejas surge a cada 10 passos. Em uma só foto que registrei foi possível capturar CINCO igrejas no mesmo enquadramento. Um lugar obrigatório para conhecer é o Museu do Vinho do Porto, ponto de partida para entender como a cidade nasceu e se construiu ao longo do tempo. Por meio de textos, fotos, objetos e mapas você passa a entender sua arquitetura, seu comércio, a burguesia, as roupas usadas na época e a ascensão da bebida adocicada. Há, hoje, mais de 200 tipos de vinhos do Porto e uma infinidade de doces que quase nada têm a ver com os que conhecemos por aqui. Entre as marcas mais conhecidas estão a Calém e a Sandeman.

O coração da cidade é o Rio Douro, lindo, vasto, imponente. Boa parte da vida gastronômica, cultural e histórica de Porto acontece nas proximidades do rio. Bom, mas é chegada a hora de falar do bacalhau. Infelizmente, eu fiquei extremamente decepcionada com o que comi. Só para não dar uma de chata, experimentei o prato em três lugares diferentes e nenhum chegou aos pés daquele que a minha mãe prepara há anos ou do servido no restaurante Antiquarius, de São Paulo. Para começar, o bacalhau não era de primeira. Em nenhum restaurante que fui serviram a peça graúda, com lombo suculento. Até aí tudo bem, porque quanto mais graúdo mais caro é. O pior, no entanto, não foi só o bacalhau de quinta categoria. Seu preparo também deixou muito a desejar. Falta tempero ao bacalhau de Porto - pimenta do reino, que lá você encontra a branca e não a preta nas mesas, sal e azeite andaram deficientes em todos os pratos que comi. O bacalhau chega à mesa com cara de anêmico, sem muito sabor e sem um aroma sedutor. Ou seja, se quiser comer bacalhau, coma no Brasil!

Em um dos três restaurantes que fui ele estava mais saboroso, mas não perfeito. Em um segundo meia-boca e num terceiro fui enganada - no meu prato veio o rabo do bacalhau e não o lombo. Detalhe: uma outra pessoa da mesa pediu o mesmo prato e ganhou o lombo. Sem pedir nada de diferente. Não adiantou eu reclamar, argumentar e esbravejar. O português falou que em Portugal se come o rabo do bacalhau e ponto. Eu retruquei dizendo que, no Brasil, nem ao cachorro um restaurante serviria o tal rabo. Avisei-o que, da próxima vez, ele coloque no cardápio: rabo do bacalhau a 12 euros, lombo a 25 euros, etc e tal. Como eu paguei e não comi o resto que me foi servido, pedi mais uma fatia de pão como almoço. Ainda cobraram dois couverts - isso pq eu só pedi mais um pedaço de pão. Fiquei imaginando que comer bacalhau em Porto é questão de sorte. Você precisa rezar na mesa, nos momentos que antecedem a chegada do prato, e pedir para ser agraciado com a melhor parte do bacalhau. Caso contrário, será o azarão por receber o rabo!

Apesar de a brasileira aqui ter sido enganada (e justamente num país do meu idioma!), eu recomendo visitas a Porto. A cidade é uma graça e a jornalista Adriana Couto, da TV Cultura, lembra que a noite de Porto fervilha. Ela visitou a casa noturna Plano B, com vários ambientes e sons e adorou. Visitem, mas olho vivo no bacalhau!

 

A bandeira de Portugal em cada canto de Porto

O Rio Douro e as embarcações de vinho. O Vinho do Porto não é produzido na cidade do Porto, mas no norte da região. O que fica em Porto mesmo é o armazenamento de suas caves, responsáveis pelo envelhecimento da bebida.

O que é arte, o que é realidade?

Eu com a equipe da TV Cultura, que estava fazendo reportagem em Porto. Edgar Luchetti (o conhecido Edgaldooooo) e Adriana Couto.

Caminhada prazerosa às margens do Rio Douro. Andamos praticamente em toda extensão do rio.

Muito prazeroso caminhar por todo Rio Douro. Do lado direito a natureza, do que esquerdo as construções antigas dos portugueses.

Uma das pontes que cortam o Rio Douro, vista de baixo.

Os bondinhos ainda circulam pelo Porto, dando um charme especial à cidade.

Flagrei o dia mais importante na vida desta portuguesa...

O trecho mais famoso de Porto!

Que caminho seguir?

Já sei! Vou seguí-la! Ela me deixou chegar bem perto. hehehe

Em processo de construção. Ou seria de desconstrução?

Olha só que bonito! Arteeeeee representando a cultural local. Adooooro.

Rápido passeio pelas caves da Sandeman, com direito a degustação de vinho do Porto no final. Ingresso: 3,50 euros por 10 minutos de visitação. Eles informam que dura meia hora, mas só dura 10 minutos, com vídeo e uma breve explicação sobre a bebida. Ensinaram que vinho do Porto branco deve ser tomado antes das refeições e o tinto após, podendo ser harmonizado com a sobremesa.

Livraria Lello, uma das mais antigas do Porto. É bonita por fora...

... e linda por dentro. Essas escadas são uma verdadeira obra de arte!

Em frente à Igreja de São Francisco de Assis. Linda e em reformas...

Depois de uns dias num lugar você fica com cara de... portuguesa, com certeza!

Este enquadramento, ao todo, envolve cinco igrejas! Andar com fé eu vou!

Diversão garantida pela ruas do centro de Porto!

Solzão em Porto, apesar do friozinho.

 

O melhor bacalhau da viagem, mas longe de ser ideal...

O doce português no tradicional pires português. Achei bom, mas não delicioooooooso.

O rabo do bacalhau: a decepção das decepções...



Escrito por Françoise Terzian ?s 17h28
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VELHO MUNDO II

PARIS É INCANSÁVEL. PARIS É INTERMINÁVEL. PARIS É INABALÁVEL.

Não importa quantas vezes você já foi para lá. Seu tempo na cidade será sempre insuficiente. Mais algumas imagens do cotidiano parisiense para ver, rever, pensar e sonhar.

É muito boa a sensação de sentar às margens do Sena. E com este solzinho...

Aproximando-se dele...

Um sorriso triunfante por Paris lá mesmo, pertinho do Arco do Triunfo, antes de seguir pela passagem subterrânea que levará ao outro lado da foto.

O Arco do Trifundo por dentro: história e tradição preservadas.

Lindo detalhe de uma das pontes que cortam o Sena... É para admirar sem pressa.

Mais um lindo e reluzente detalhe. Desta vez, da ópera Garnier. A ópera de Paris!

Olha só que lindo este detalhe da construção do Palais Garnier (Ópera de Paris), em estilo neobarroco.

 

Eu sou louca por uma arte!!!

Com a Notre Dame cheia de turistas, o caminho é procurar uma outra igreja, basílica, catedral de Paris. Isso é o que não falta lá. E vou dizer: é uma mais fabulosa que a outra. A de Santo Agostinho, cuja foto eu publico logo abaixo, é encantadora. Grande, bela, acolhedora, seus arcos arredondados remetem, como dizia minha professora de História da Arte, ao abraço de Deus. Foi assim que me senti lá dentro: acolhida!

Église Saint Augustin (Paris)

Esta tela encontra-se em uma das paredes da igreja. Ela representa a morte de forma intensa. Infelizmente, estava muito escuro dentro da igreja e a tela, para piorar, no alto. Tentei por uns 15 minutos fotografá-la com foco, mas não consegui. Aqui uma amostra da tela magnífica. Para ver com perfeição, só ao vivo e em cores.

Outra igreja. Desta vez, a Saint-Sulpice. Ela aparece no filme O Código Da Vinci. É deslumbrante por fora...

... e por dentro.

Os muitos degraus que levam à Sacre Coeur não são nada diante da fé.

Na saída da Basílica de Sacre Coeur, no alto de Montmartre, algo surpreendente: um artista faz sua arte em troca de moedas. Detalhe: na mesma saída, há sete anos, ele estava lá. Com a mesma vestimenta, olhar e movimentos. Tive mais do que um Déjà Vu.

Arte histórica nos azulejos das paredes da estação de metrô da Bastilha! Adoreiiiii.

Olha que cenário feio pra se jogar basquete!

Não muito longe dali, lá no Marais, caminhando sem rumo, me deparo com esta graça do Hotel de Sens!

O Sena é... cintilante!

A foto é a legenda...

O luxo impera em Paris, com sandálias de 1.000 euros e bolsas de quatro dígitos na Champs-Élysées. 

Mas o lixo não fica de fora. Roupas por 2, 3 ou 4 euros na bacia de Montmartre... 

As doces esculturas da Fauchon. Adoooooooro!

 

 



Escrito por Françoise Terzian ?s 21h40
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VELHO MUNDO

PARIS, JE T'AIME!


Paris não é simplesmente a capital da França. É a capital dos sonhos realizáveis e, principalmente, dos sonhos impossíveis - a não ser que você seja o rei do petróleo ou uma modelo de beleza estonteante. Tudo lá é superlativo: a moda, a gastronomia, a superioridade artística e histórica, a beleza arquitetônica, o estímulo à cultura, a estética e os tantos cenários de arrancar o fôlego. O passado e o futuro se cruzam a cada esquina. Caminhando sem destino você se descobre dentro de um beco gracioso que te leva a uma vila escondida. Lá, sente-se no paraíso: encontra umas 10 pequenas galerias de arte e algumas residências. Levanta um pouco a cabeça e visualiza uma senhora parisiense mordendo um croissant de amêndoas como se fosse o último alimento do planeta Terra. Fica com água na boca e passa a língua pelos lábios. Ela oferece as migalhas aos pombos e sorrisos à câmera de uma desconhecida que flagra seu ato generoso. Sorri e depois manda beijos. A estrangeira segue sem destino pelas ruas de Paris. Anda, anda e anda até chegar ao Marais, o chamado bairro dos judeus e dos gays. De repente, do nada e sem saber de onde, um violino começa a tocar La Vie en Rose. Sonhadora irremediável que é, pára no meio da rua, senta no meio fio e derrama umas lágrimas de alegria. Promete que irá mais tarde à Notre Dame agradecer a Deus pela oportunidade de estar lá em Paris. Começa a frase em francês e a termina em português. Mas quem se preocupa com idiomas quando se encontra em meio a uma babel de línguas conhecidas e desconhecidas? No Quartier Latin, o bairro mais multicultural e gastronômico de Paris, você encontra muçulmanos, judeus, indianos, franceses, gregos, italianos, japoneses e brasileiros andando e gesticulando para cima e para baixo. Pena que a vida de turista sempre tem fim. Paris nunca é demais. Cada desembarque na Cidade Luz soa como se fosse a primeira vez. A capital que é considerada uma festa por muitos escritores fica mais bela a cada ano. Como um bom vinho, Paris é assim. Quanto mais velha, melhor. No entanto, não dá para se enganar com a rolha, o vidro e a embalagem. Dentro da garrafa parisiense nem todas as uvas são da melhor safra. Não dá para caminhar pelas ruas da cidade apenas com olhos de turista. No dia-a-dia, nem tudo é tão cor-de-rosa quanto parece. A cidade é cara, tão cara, que chega a assustar. A miséria sempre está lá para fazer o contraponto com a beleza e a riqueza. A cada dois quarteirões um mendigo surge no cenário. Quase todos trazem uma plaquinha onde se lê: "por favor, me ajude. tenho fome e preciso sobreviver." Geralmente, um cachorrinho ou coelhinho o acompanha para sensibilizar os pedestres. Os estrangeiros também sofrem com o xenofobismo. Que o diga o marroquino Fuad, cozinheiro de um restaurante típico francês, que agradece a estranha por 15 minutos de conversa à beira do Sena. Os parisienses também reclamam do euro salgado. Alguns te empurram no metrô para passar junto na catraca e evitar o gasto com o bilhete. Paris é linda e rosa. Mas não 24 horas por dia. Os óculos ficam levemente cinzas quando você passa uma flanelinha em suas lentes.



Imponente e encantadora, a Torre Eiffel tem o poder de deixar os visitantes mudos.



Que tal apreciá-la de um ângulo diferente? De baixo para cima e não só de cima para baixo...



Torre Eiffel quentinha para viagem. Quer comer?



Magnífico, lindo, soberano. Assim é o Louvre. Assim também são as pirâmides da época do François Miterrand. A pirâmide maior reflete toda sua beleza na água e te faz enxergar a outra metade inexistente.



Em Paris, eu limpo os vidros da pirâmide com minha jaqueta com todo prazer!



Um dos tetos "horrorosos" do Louvre.



Uma aluna de artes plásticas exercitando todo seu talento em uma das alas do Louvre. Para estar lá, ela precisa primeiro pedir autorização ao museu e usar uma tela menor que a do quadro original. Isso vai assegurar que a obra é uma cópia e não a original. Por trás da tela, há uma autorização do Louvre e um atestado de que se trata de uma cópia. Em uma hora, vi duas alunas pintando e três desenhistas. Que grande escola c'est le Louvre!



Gostou?



O parisiense Vincent, autor do blog Louvre Passion, o meu predileto. Ele foi meu guia dentro do museu durante uma hora. Este homem sabe tudo do museu. Visita-o semanalmente e caminha nesta imensidão com 35 mil obras de arte de olhos vendados. Conhece todas as passagens e histórias curiosas de muitas obras. Ele trabalha no mercado financeiro e tem o blog como hobby. Esta é a tela predileta dele. É um retrato de Madame Molé-Reymond, feita pela pintora (sim, uma mulher!) Elisabeth-Louise VIGÉE-LE BRUN, do final do século 18 e início do 19). Quer conhecer? O endereço é: http://louvre-passion.over-blog.com/



Prefeitura de Paris, que os franceses chamam de Mairie. Linda. Na frente tem uma foto da Ingrid Betencourt, prisioneira das FARC, com um contador dos dias em que ela permanece sequestrada.



Uma das mais lindas pontes que cortam o Rio Sena.



Paris ensolarada...



A ponte por baixo. É legal para mostrar a super estrutura. Esta ponte dificilmente cai. Risos.



Olha só o que fazem os franceses endinheirados. Alugam um barco para curtir o Sena sem pressa...



Um típico café parisiense...



A confeitaria francesa é inigualável. Este é um bolo com macarons, o famoso suspiro francês feito a partir de farinha de amêndoas. Uma delícia.



15 minutos de fila para comprar um doce do Pierre Hermé, ex-confeiteiro da Fauchon e dono de uma confeitaria que leva seu nome. Ele é um dos mais badalados confeiteiros de Paris da atualidade.



Gostou do rato de chocolate? Paris tem os chamados "ourives" do chocoloate e do açúcar.



Este é o Lindt Petit Desserts sabor Creme Brulée. Delicioso. Comi inteirinho sem culpa. Só prazer!



A Notre Dame em dia de Pentecostes. Assisti a missa e comunguei. Foi emocionante!



Detalhe da Notre Dame. Linda!



No cemitério Pére Lachaise, um túmulo encantador. A morte e a vida caminham lado a lado.



Túmulo do escritor Oscar Wilde. Vários beijos de batom quebram o clima de cemitério.



Radicado em Paris, o casal mineiro Leonardo e Renata (recém-casados e extremamente fofos) me acompanhou no passeio ao cemitério Pére Lachaise. Ele, um GPS humano, interpretou o mapa confuso do cemitério e nos guiou para os túmulos dos famosos. Detalhe do rapaz que eu só conhecia do blog: ele é neurologista em um hospital de Paris, trabalha com idosos que sofrem do Mal de Alzheimer, e é dono de um blog cujo texto é de cair o queixo. Ele deveria experimentar a aura de Paris e seu talento para escrever um livro. Tomara que siga os meus conselhos! Blog: http://aterceiramargemdosena.blogspot.com/



Caminhar pelas ruas de Paris é como retornar ao passado a cada esquina. Há muitas homenagens aos franceses mortos na guerra. Seja como combatentes ou como civis, a exemplo das crianças desta escola que foram levadas pelos nazistas e morreram nos campos de concentração. Como diz a placa, elas foram levadas injustamente para o extermínimo e jamais serão esquecidas. Trata-se de uma escola primária do Marais, o bairro judeu, como pode-se ver na foto abaixo.




Leitura num fim de tarde à beira do Sena.



A senhora da vila que comeu o croissant, alimentou os pombos e mandou tchau para a turista.



Em frente ao Grand Palais de Paris.



No Louvre, na ala de arte egípcia.



Olha só que fachada legal para um prédio em obras.



Ah imperdível e cara Printemps, rede de roupas, bijoux, entre outras coisas.



Um mendigo em Paris com dois cachorrinhos filhotes.



As deliciosas bicicletas que você pode alugar para percorrer distâncias curtas. A primeira meia hora é grátis.



Escrito por Françoise Terzian ?s 00h19
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PAUSA TEMPORÁRIA

Blog da Fran sai de férias

Mas retorna em 19 de maio, com fotos e histórias do outro mundo (o velho!)

Com licença que vou arrumar as malas para atravessar esta porta. Na bagagem, Balzac, meu companheiro de viagem. Fiquem bem, estimados leitores. Até a volta, se Deus quiser!



Escrito por Françoise Terzian ?s 01h13
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